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O designer Graham Roberts criou cartazes de filmes famosos estrelados por personagens de Toy Story.
Posted on October 14, 2012 via Omelete with 118 notes
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(via sakrogoat)
Posted on September 5, 2012 via HMSNDR with 4,290 notes
Source: heimsendir
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Menino Jesus - Alberto Caeiro
- Num meio-dia de fim de primavera
- Eu tive um sonho como uma fotografia
- Eu vi Jesus Cristo voltar à terra.
- Veio pela encosta de um monte.
- E era a eterna criança, o Deus que faltava.
- Tornando-se outra vez menino,
- A correr e a rolar pela relva
- E a arrancar flores para deitar fora.
- E a rir de modo a ouvir-se de longe.
- Tinha fugido do céu.
- Era nosso demais para fingir desegunda pessoa da Trindade.
- Um dia, que Deus estava dormindo
- e que o Espírito Santo andava a voar
- Ele foi até a caixa dos milagres e roubou três.
- Com o primeiro, ele fez com que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
- Com o segundo, ele criou-se eternamente humano e menino.
- E com o terceiro ele criou um Cristo
- e o deixou pregado numa cruz que serve de modelo às outras.
- Depois ele fugiu para o sol
- e desceu pelo primeiro raio que apanhou.
- Hoje ele vive comigo na minha aldeia
- e mora na minha casa em meio ao outeiro.
- É uma criança bonita, de riso e natural.
- Atira pedra aos burros.
- Rouba a fruta dos pomares.
- E foge a chorar e a gritar com os cães.
- Nem sequer o deixaram ter pai e mãe
- como as outras crianças.
- Seu pai eram duas pessoas: um velho carpinteiro
- e uma pomba estúpida, a única pomba feia do mundo.
- E sua mãe não tinha amado antes de o ter.
- Não era mulher, era uma mala
- em que ele tinha vindo do céu.
- E queriam que justamente ele pregasse o amor e a justiça.
- Ele é apenas humano,
- limpa o nariz com o braço direito,
- chapina as possas d’água;
- colhe as flores, gosta delas,
- esquece-as.
- E porque sabe que elas não gostam
- e que toda a gente acha graça,
- ele corre atrás das raparigas
- que carregam as bilhas na cabeça e levanta-lhes as sáias.
- A mim, ele me ensinou tudo.
- Ensinou-me a olhar para as coisas.
- Aponta-me todas as belezas que há nas flores.
- E mostra-me como as pedras são engraçadas
- quando a gente as tem nas mãos e olha devagar para elas.
- Ensinou-me a gostar dos reis e dos que não são reis.
- E tem pena de ouvir falar das guerras e dos comércios.
- Diz-me muito mal de Deus.
- Diz que ele é um velho estúpido e doente.
- Sempre a escarrar no chão e a dizer indecências.
- E que a Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meias.
- E o Espírito Santo coça-se com o bico;
- empoleira nas cadeiras e suja-as.
- Tudo no céu é tão estúpido como nas Igrejas.
- Diz-me que Deus não percebe nada das coisas
- que criou - do que duvido.
- “Ele diz por exemplo que os seres cantam sua glória.
- Mas os seres não cantam nada
- se cantassem, seriam cantores.
- Eles apenas existem e por isso são seres…”
- Ele é o humano que é o natural.
- Ele é o divino que sorri e que brinca.
- E é por isso que eu sei com toda certeza que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
- E depois, cansado de dizer mal de Deus
- ele adormece nos meus braços.
- E eu o levo ao colo para minha casa.
- Damo-nos tão bem na companhia de tudo
- que nunca pensamos um no outro.
- Mas vivemos juntos os dois
- com um acordo íntimo,
- como a mã0 direita e a esquerda.
- Ao anoitecer, nós brincamos nas cinco pedrinhas do degrau da porta de casa.
- Graves, como convêm a um deus e a um poeta.
- É como se cada pedra fosse um universo
- e fosse por isso um grande perigo deixá-la cair no chão.
- Depois ele adormece.
- E eu o deito na minha cama despindo-o lentamente
- seguindo um ritual muito limpo, humano e materno até ele ficar nu.
- E ele dorme dentro da minha alma.
- Às vezes ele acorda de noite e brinca com os meus sonhos.
- Vira uns de perna para o ar.
- Põe uns encima dos outros.
- E bate palmas sozinho sorrindo para o meu sono.
- Quando eu morrer, filhinho, seja eu a criança, o mais pequeno.
- Pega-me tu ao colo.
- E leva-me para dentro da tua casa.
- E deita-me na tua cama.
- E conta-me histórias, caso eu acorde, para eu tornar a adormecer.
- E dá-me os sonhos teus para eu brincar…
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Waits
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O valor do medo ou o medo dos valores.
Quando alguém bate no peito e afirma seus valores e princípios morais/ éticos eu sempre duvido do ele diz. Talvez por eu pensar que não possuo esses tais valores eu acabo duvidando que alguém realmente os tenha. Sempre acreditei que as pessoas não infringem normas por dois motivos: 1) Medo das consequências; 2)Impotência ou falta de confiança. Nos dois casos “o próximo” ou “o outro” não é relevante, o que importa é o que acontece com você.
Me lembro de um episódio que vivi na infância que exemplifica um pouco isso. Eu devia ter uns seis ou sete anos, acredito que estava em férias escolares e estava em casa com a minha avó. Quando criança eu gostava de colecionar álbuns de figurinhas (não sei se existe um nome oficial ou mais bonito para isso) e logicamente contava com o dinheiro dos meus pais ou, como nesse caso, da minha avó. Pedi o dinheiro pra ela, e provavelmente ela me deu menos do que eu queria. Devo ter insistido muito, mas mesmo assim não consegui mais. Fui até banca meio nervoso, mas com aquela ansiedade de comprar os malditos pacotes e descobrir quantas figurinhas uteis eu ganharia. Quando cheguei até a banca encontrei o dono desacordado, dormindo sobre o balcão e logo a sua frente havia grandes quantidades de pacotes de figurinha - muito mais do que eu poderia comprar. A rua estava vazia, o velho provavelmente estava bêbado e o pote de ouro estava ali, ao alcance das minhas mãos. Era uma grande chance, eu poderia até revender aquilo na escola, eu poderia até pegar outra coisa, talvez umas revistas, uma banca de jornal era e ainda é um lugar cheio de coisas úteis. Mas eu não peguei nada, fiquei parado alguns instantes e disse “oi” algumas vezes até o velho acordar.
Minha mãe ouvindo essa história na época deve ter se orgulhado da educação que me deu (Se é que soube), deve ter achado que a criação na igreja realmente inseriu coisas boas na minha cabeça. Coisas como um “Não roubarás”. Mas não foi nada disso que me segurou, foi a boa e velha covardia. Medo comum de ser pego, de ser punido, medo que senti várias outras vezes e é sempre seguido pela frustração de ter perdido uma grande oportunidade. Já aconteceu de o medo não aparecer, e nessas horas nada me segurou e nenhum arrependimento sucedeu o fato. Nunca. Nasce até certo orgulho com o tempo. A glória de ser destemido e aproveitar as oportunidades, o orgulho de ser esperto. A minha vergonha do medo é maior do que a vergonha do ato imoral.
Não sei se todos estão mesmo mentindo ou se acreditam e seguem esses princípios. Tanto a lei quanto a igreja estabeleceram sérias punições para as transgressões de regras e eu acho que é isso que segura a maioria. Gostaria de ter certeza.
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(via fuckyeahdementia)
Posted on May 1, 2012 via michael pitt with 15,405 notes
Source: maudit
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Fingers by Alexander Petterson
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(via cutting-soup)
Posted on April 15, 2012 via with 49 notes
Source: eigagogo
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Gorestep
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Posted on March 19, 2012 via 2headedsnake with 384 notes
Source: cupetinte.blogspot.com
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Del Rey
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